Odontologia

Cimento resinoso: o que é, tipos, aplicação e vantagens

cimento resinoso

Publicado por

Dr. Alan Schmitt

Introdução

Um dentista experiente já perdeu a conta de quantas vezes se deparou com uma coroa que simplesmente se soltou no meio de uma refeição do paciente. O cimento resinoso surgiu justamente para resolver esse problema comum, oferecendo uma fixação superior e duradoura para próteses dentárias como coroas, pontes e facetas. 

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Diferentemente dos cimentos tradicionais, esse material consegue aderir tanto ao esmalte quanto à dentina, criando uma união química que resiste às forças mastigatórias do dia a dia. Tal procedimento pertence ao grupo das cimentações permeantes (juntamente ao cimento em fosfato de zinco e ao cimento em ionômero de vidro). 

Esse cimento possui boa aderência a estruturas dentais e também a outros materiais odontológicos (como porcelana, resinas e estruturas metálicas).

Como funciona a dentística restauradora?

cimento resinoso dentística restauradora

É interessante acompanhar a escalada de qualidade dos materiais e sistemas adesivos na dentística restauradora. O desenvolvimento nessa área tem sido intenso. Em conjunto com o avanço das resinas compostas, os materiais de fixação também deram um salto.

Com a chegada dos cimentos à base de resina, o dentista ganhou aliados poderosos. Problemas como a fragilidade da união, a baixa resistência ao desgaste e outros desafios puderam ser superados, especialmente em comparação com o que o profissional enfrentava com os cimentos de fosfato de zinco.

Essa mudança de cenário, em relação aos cimentos que se usavam antes, é muito clara e significativa. Isso porque, apesar de o fosfato de zinco oferecer uma boa resistência mecânica, ele tinha o ponto fraco da alta solubilidade no meio bucal, algo que, a longo prazo, comprometia o resultado para o paciente.

Assim, para que o profissional garanta uma cimentação de alto nível e mais duradoura, o cimento à base de resina se estabeleceu como a escolha principal, otimizando a prática clínica em relação aos antigos.

O que é cimento resinoso?

O cimento resinoso é um material odontológico desenvolvido especificamente para fixar restaurações dentárias como coroas, facetas, pontes e laminados. Basicamente, ele funciona como uma cola resistente que une a prótese ao dente natural, criando uma conexão duradoura e esteticamente agradável. 

Dentistas ao redor do mundo confiam nesse material para procedimentos que exigem precisão e longevidade. Na verdade, o cimento resinoso combina o melhor de dois mundos: a tecnologia das resinas compostas com partículas cerâmicas ou de vidro que garantem resistência superior. 

Dessa forma, ele não apenas cola a restauração no lugar, mas também oferece características ópticas, permitindo que a cor e translucidez sejam ajustadas conforme necessário. Você já imaginou como seria complicado se uma coroa ficasse com cor diferente do resto do sorriso? Justamente por isso, esse tipo de cimento se tornou tão popular entre profissionais que buscam resultados naturais. 

Além disso, sua composição à base de monômeros como bis-GMA e UDMA garante uma polimerização eficiente, seja por ativação química, luz ou sistema dual.

Diferenças entre cimentação e polimerização

Antes de o dentista começar a utilizar o cimento resinoso na rotina clínica, é importante que ele tenha em mente dois conceitos fundamentais para a prática: a cimentação e a subsequente polimerização. A cimentação é aquela etapa final da reabilitação dentária, que é tão comum no consultório. Ela é vital em diversos procedimentos, que vão desde as restaurações indiretas até certas próteses. 

É importante lembrar que o profissional pode realizar a cimentação de forma provisória ou permanente, sendo que os cimentos à base de resina se enquadram nesta última categoria. Essa aplicação da cimentação, por sua vez, dispara um processo chamado de polimerização.

Nele, as pequenas moléculas (monômeros) presentes na matriz orgânica da resina começam a se unir, formando cadeias longas que são as grandes moléculas (polímeros). É esse processo de polimerização que cria o sólido rígido, ou seja, é o que garante a fixação da cimentação que o dentista realizou.

Tipos de cimento resinoso

O cimento resinoso é um material extremamente versátil e o profissional pode aplicá-lo tanto em dentes anteriores quanto em posteriores. Uma característica interessante é a sua baixa viscosidade, que ajuda muito o dentista, pois ele consegue reter e selar restaurações, braquetes e diversas outras estruturas com eficiência.

Como são materiais eficientes, satisfatórios e que oferecem maior durabilidade ao trabalho, eles podem ser organizados em alguns grupos, dependendo da sua funcionalidade. Confira a seguir. 

Cimentação autopolimerizável (ou quimicamente ativada)

Este tipo de cimento não depende da luz para endurecer, pois sua ativação ocorre através de reações químicas. Isso acontece porque a preparação envolve a mistura de dois produtos: a pasta base e a pasta catalisadora. 

O dentista faz essa mistura antes de usar, e essa reação inicia o endurecimento. O ponto positivo é que a secagem é rápida, ficando totalmente rígido poucos minutos após a aplicação, o que agiliza o trabalho do profissional. Ele pode ser usado em contextos variados, mas é mais indicado para peças com espessura de até 3 mm, como, por exemplo:

  • Cimentações metalocerâmicas.
  • Restaurações metalo-fundidas.
  • Peças indiretas.

No entanto, este método pode apresentar algumas desvantagens que o profissional precisa considerar. O resultado estético final pode ser comprometido, pois as opções de cores disponíveis não são tão amplas.  Além disso, o cimento resinoso autopolimerizável pode não ser compatível com alguns adesivos mais simples, o que exige um protocolo de fixação um pouco mais complexo por parte do dentista.

Cimentação fotopolimerizável

Neste mecanismo, a polimerização não é química, mas sim ativada pela exposição à luz. Para isso, o dentista utiliza uma iluminação com um comprimento de onda específico para esse processo, geralmente entre 200 e 450 nm. O equipamento que emite essa luz é a conhecida lâmpada de fotopolimerização, que utiliza predominantemente a luz azul.

Ao contrário dos métodos autopolimerizáveis, que secam rapidamente, os materiais fotopolimerizáveis oferecem um tempo de trabalho mais longo. Isso é uma vantagem para o profissional em procedimentos mais elaborados e que demandam mais tempo.

No entanto, há uma limitação: o cimento só pode ser utilizado em peças que não ultrapassem 1 mm de espessura. Isso porque a luz precisa alcançar o material de forma adequada para que ele endureça completamente.

O profissional geralmente indica este método para casos como facetas de porcelana e certas restaurações, pois ele oferece resultados estéticos e funcionais de alta qualidade.

Cimentação dual

Como o nome já diz, a cimentação dual une o melhor dos dois mundos: a autopolimerização e a fotopolimerização. Para que a cimentação seja totalmente eficaz, é preciso ativar tanto a reação química quanto a exposição à luz.

Neste caso, o tempo que o profissional tem para trabalhar com o material é razoável. As peças que recebem esse cimento podem ter até 3 mm de espessura, pois é necessário que a luz azul consiga penetrar de forma eficiente e garantir a polimerização completa.

Este procedimento tem crescido bastante no uso pelos dentistas, sendo muito associado, principalmente, a dois tipos de trabalho: a cimentação de pinos de fibra de vidro e as restaurações mais opacas. Ele oferece uma segurança a mais para o profissional, garantindo que o cimento endureça mesmo em áreas onde a luz não chega perfeitamente.

Entenda a técnica de aplicação

cimento resinoso técnica de aplicação

A aplicação do cimento resinoso exige um protocolo bem definido para alcançar o sucesso clínico desejado. Cada etapa tem sua importância, e pular passos pode comprometer toda a restauração. Vamos aos pontos principais:

Preparação da peça e da cavidade/restauração

  • Realize a limpeza completa das superfícies, removendo restos de cimento provisório e detritos orgânicos.
  • Execute o condicionamento ácido conforme o tipo de cimento resinoso escolhido, seguido da aplicação do sistema adesivo.

Dosagem e mistura

  • Para cimentos de pasta dupla, dispense quantidades iguais das pastas base e catalisadora sobre papel apropriado.
  • Nos sistemas clicker, acione o dispositivo até obter a proporção correta e misture por 10-15 segundos até uniformizar.

Inserção e assentamento

  • Aplique o cimento resinoso na restauração de forma uniforme, evitando bolhas de ar durante a inserção.
  • Posicione a peça com pressão constante e remova imediatamente os excessos grosseiros com sonda ou pincel.

Cura e cuidados pós-cimentação

  • Proceda com a fotoativação por 40-60 segundos em cada face, protegendo os tecidos adjacentes.
  • Aguarde a polimerização completa antes de fazer ajustes oclusais ou movimentar o paciente.

Verificação final e acabamento

  • Inspecione todas as margens quanto ao vedamento adequado e presença de excessos remanescentes.
  • Execute o polimento final das interfaces com discos e pontas específicas para resina.

Compatibilidade do cimento resinoso

Aqui está um ponto que o dentista precisa estar sempre atento: mesmo que o profissional escolha o melhor método de polimerização e cimentação, algumas reações químicas indesejadas podem acontecer na boca do paciente.

Isso ocorre porque o cimento que está sendo aplicado pode entrar em contato com outros materiais pré-existentes, como pinos, resinas antigas, peças metálicas, adesivos e facetas. Essa interação tem o potencial de desencadear reações que não são benéficas.

Por essa razão, é fundamental que o dentista faça uma anamnese completa e minuciosa. O profissional deve analisar previamente o perfil do paciente, verificar com atenção as condições bucais atuais e detalhar os procedimentos odontológicos que já foram realizados.

É a partir desses cuidados que o dentista consegue identificar uma possível incompatibilidade com alguma estrutura oral pré-existente e, assim, selecionar o tipo de cimento resinoso mais seguro e adequado para o caso. 

Qual o tempo ideal de cura para um cimento resinoso?

O cimento resinoso precisa de um período específico para atingir sua máxima resistência e durabilidade. Na verdade, esse tempo varia conforme as condições do ambiente e o tipo de formulação utilizada. 

Durante as primeiras 24 horas, o cimento resinoso já apresenta resistência suficiente para suportar cargas leves. Contudo, é aconselhável aguardar entre 48 a 72 horas antes de aplicar cargas mais intensas sobre a superfície. 

Essa precaução evita danos que podem comprometer a qualidade final do trabalho. A cura completa acontece em aproximadamente 7 dias, sendo que alguns tipos específicos de cimento resinoso podem necessitar de até 14 dias para atingir a resistência total.

Há alguma contraindicação ou limitação para usar cimento resinoso?

Sim, existem algumas situações onde o cimento resinoso não é a melhor opção ou precisa ser evitado. A principal contraindicação está relacionada à alergia aos componentes do material, pois alguns pacientes podem ter sensibilidade aos monômeros resinosos presentes na formulação. 

Outros fatores limitam o uso do cimento resinoso, como a dificuldade de isolamento absoluto em certas áreas da boca ou quando há contaminação por saliva e sangue durante o procedimento. 

Tratamentos prévios podem causar incompatibilidades que resultam em alterações na coloração ou problemas no processo de polimerização. Sendo assim, dentistas precisam avaliar cuidadosamente o histórico do paciente, as condições bucais específicas e o tipo de restauração a ser realizada.

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Conclusão

O cimento resinoso se consolidou como uma solução versátil e confiável na odontologia. Suas propriedades mecânicas superiores garantem durabilidade e resistência adequadas para diferentes procedimentos. 

A escolha do tipo de cimento resinoso depende da situação clínica específica. Tendo em vista as características de cada material, o profissional pode selecionar a melhor opção para cada caso. 

Dessa forma, o cimento resinoso continua sendo uma alternativa confiável para cimentação de restaurações, proporcionando resultados satisfatórios quando aplicado corretamente. Para acompanhar conteúdos relacionados, aproveite para seguir o Codental no Instagram!

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