Doenças odontológicas

Tórus palatino: entenda tudo sobre essa condição

Tórus palatino

O tórus é uma formação óssea (exostose), não muito conhecida pelos brasileiros, porém comum, que se desenvolve tanto em maxila como em mandíbula. Confira tudo sobre esse problema!

O que são tórus?

Os tórus são condições ósseas benignas, que não possuem nenhum fator genético e etiológico definido. Alguns fatores externos podem colaborar para tais formações ósseas.

Tórus mandibular

O tórus mandibular está localizado exclusivamente na mandíbula, enquanto o palatino está presente na região maxilar. Entretanto, o palatino é mais comum que o mandibular, sendo de maior prevalência em mulheres.

O que é tórus palatino?

Tórus palatino

O tórus palatino é uma alteração de desenvolvimento, resultante de uma exostose no palato e, normalmente, está localizado na linha média do palato duro.

É uma condição clínica assintomática, de pequenas dimensões (possui diâmetro menor que 2 centímetros), mas que a sua dimensão pode aumentar lentamente de tamanho ao longo da vida, causando queixas de desconforto ao paciente.

Os crescimentos ósseos podem ser regulares ou irregulares, planos, fusiformes ou nodulares.

Causas do tórus palatino

As causas dos tórus não estão bem definidas, mas a hereditariedade e o trauma parecem ser os fatores de maior influência. Além desses, as pesquisas sugerem que a dieta, assim como deficiências de vitaminas, consumo de peixe e dieta rica em cálcio podem colaborar para a formação do tórus palatino.

Algumas pesquisas sugerem que o tórus palatino tenha traço autossômico dominante. Eles são mais comuns no início vida adulta e podem aumentar de tamanho. Em algumas pessoas mais velhas, o tamanho pode diminuir devido à reabsorção óssea.

Qualquer indivíduo pode desenvolver um tórus palatino. Conforme a Academia Americana de Otorrinolaringologia – Cirurgia de Cabeça e Pescoço, mulheres com mais de 30 anos são mais propensas a desenvolver esses nódulos.

Tórus palatino e complicações

O crescimento ósseo geralmente não causa nenhuma complicação, inclusive em vários casos, os médicos não aconselham sua remoção. Entretanto, em alguns casos a remoção cirúrgica se faz necessária, principalmente nos casos em que o paciente irá precisar utilizar próteses.

Dessa maneira, apenas uma avaliação completa e criteriosa irá indicar a necessidade de remoção do torus palatino ou não.

Prevalência

A prevalência varia 9 a 60%, e são protuberâncias mais comuns do que os tórus mandibular. São mais comuns nos países da Ásia e duas vezes mais comum em mulheres. Nos Estados Unidos, a prevalência é de 20% – 35% da população com resultados semelhantes entre negros e brancos.

Remoção do tórus palatino

Remoção tórus palatino

Esses crescimentos, geralmente, não geram complicações, sendo desaconselhada a remoção. Entretanto, a remoção do tórus é indicada quando existem prejuízos de fonação, mastigação, deglutição, lesões por trauma recorrente e dificuldades para adaptação de próteses.

Sintomas do tórus palatino

Os tórus geralmente não geram incômodos aos acometidos. Dessa maneira, apesar de perceberem a exostose, os pacientes não procuram ajuda especializada por esse motivo.

É importante ressaltar que existe a possibilidade de haver outras alterações malignas, ou que mesmo sendo benignas, podem aumentar de tamanho levando a prejuízos. Sendo assim, um correto diagnóstico é muito importante.

Tratamento para tórus palatino

Como mencionado, crescimentos benignos geralmente não devem ser removidos. No entanto, se o crescimento for doloroso ou estiver interferindo no ajuste da prótese, poderá ser realizada a remoção cirúrgica.

Geralmente quem realiza o procedimento cirúrgico para a remoção do tórus é um cirurgião bucomaxilofacial.

A anestesia para tal cirurgia é local, com abertura do tecido do palato, remoção do excesso de osso do tórus e fechamento com pontos. Isto posto, no pós-cirúrgico, pode ser observado inchaço, sangramento e infecção, mas o risco de que ocorram é pequeno.

No pós-operatório é preciso orientar o paciente a efetuar repouso completo nos dois primeiros dias, para evitar qualquer sangramento ou rompimento dos pontos, além de manter uma dieta com alimentos macios e frios. Cumprindo todas as recomendações, o esperado é que o tempo total de cicatrização seja de mais ou meno três semanas.

Concluindo, nódulos no céu da boca devem ser observados e analisados de forma cuidadosa, para um correto diagnóstico e constatação se realmente se trata de uma lesão benigna.

Ainda está em dúvida?

Faça o teste gratuito agora por 7 dias.