Tratamentos odontológicos

Molares: funcionalidade, anatomia e muito mais

molares

Os humanos possuem seis dentes denominados molares, são os últimos a nascer e requerem cuidado e atenção. Entretanto, esses dentes não possuem dentes decíduos, dessa maneira, nascem como permanentes.

Esses dentes são fundamentais na arcada dentária e possuem funções como mastigação, manutenção da dimensão vertical de oclusão e suporte para os lábios e as bochechas.

Devido à grande importância dos molares, preparamos esse artigo completo, com tudo que você precisa sobre eles, confira!

O que é o dente molar?

Os molares são os últimos dentes a eclodirem e não possuem dentes decíduos. Dessa forma, a arcada decídua possui 20 dentes, sendo que os 12 faltantes para completar a arcada dentária são os molares.

Apesar da arcada dentária adulta possuir 32 dentes, a maioria dos adultos possui 28, pois geralmente ocorre a extração do dente siso.

Os molares consistem em três dentes que nascem em momentos diferentes, recebendo os seguintes nomes:

  • 1.º dente molar: nascimento entre os 6 e 7 anos;
  • 2.º dente molar: nascimento entre os 11 e 13 anos;
  • 3.º dente molar: também conhecido como dente do siso, seu nascimento ocorre os 15 e 23 anos.

Função dos molares

Como é de conhecimento geral, cada conjunto dos dentes da boca possuem funções específicas, sendo o formato de cada dente característica que contribui para o exercer das funções.

Isto posto, para que a função de cada conjunto de dente seja bem exercida, se faz necessário a presença de cada dente, como exemplo dos incisivos que são os responsáveis por cortar os alimentos, caso ocorra a perda de um elemento desse conjunto essa função será prejudicada.

Por serem dentes amplos e planos, os molares têm como função de triturar os alimentos antes da deglutição. Sendo assim, são dentes que estão frequentemente em contato com alimentos após a mordida inicial. Portanto, o grande tamanho, aliado à superfície irregular, torna os molares responsáveis por um grande trabalho de mastigação.

Numeração dos molares

Os molares são divididos em 6 maxilares e 6 mandibulares, sendo sua numeração a seguinte:

  • Primeiros molares superiores direito (16) e esquerdo (26);
  • Primeiros molares inferiores direito (46) e esquerdo (36);
  • Segundos molares superiores direito (17) e esquerdo (27);
  • Segundos molares inferiores direito (47) e esquerdo (37);
  • Terceiros molares superiores direito (18) e esquerdo (28);
  • Terceiros molares inferiores direito (48) e esquerdo (38).

Anatomia dos molares

Molares

 Primeiro molar superior (16 e 26)

Possui coroa da mesma altura dos dentes pré-molares, entretanto é duas vezes mais larga.

Face vestibular: contorno trapezoidal de grande base de oclusão.

Face língua/palatina: possui silhueta idêntica a vestibular, porém maior. Entretanto, o primeiro molar superior tem face lingual da coroa mais larga que a vestibular.

Face oclusal: possui contorno em formato de losango, seus ângulos agudos são o mésio-vestibular e o disto-lingual, e os ângulos obtusos são o mésio-lingual e o disto-vestibular.

Raiz: possui uma porção que se divide em 3 raízes: mésio-vestibular, disto-vestibular e palatina.

Segundo molar superior (17 e 27)

Se caracteriza por ser menor que o primeiro molar em todas as dimensões.

Face vestibular: possui cúspide disto-vestibular muito menor do que a mésio-vestibular; no primeiro molar ela é apenas menor. Dessa maneira, essa grande diferença faz com que a borda oclusal se incline cervicalmente de mesial para distal.

Face língua/palatina: pode não existir cúspide disto-lingual em alguns casos, o que torna o dente tricuspidado. Ainda, o sulco lingual que separa as cúspides linguais, é mais curto e menos profundo.

Face oclusal: ao comparar com o primeiro molar, nota-sensível modificação na face oclusal ditada pelo contorno. Dessa forma, as bordas mesial e distal convergem para a lingual e não para a vestibular.

Raiz: também possui três raízes, entretanto menores, mais curtas e menos divergentes do que as do primeiro molar. Não é incomum a união entre duas raízes, principalmente do mésio-vestibular com a lingual.

Terceiro molar superior (18 e 28)

Possui aspectos morfológicos muito variáveis, sendo consequência das modificações a simplificação da coroa e raiz, através da diminuição do número de cúspides e raízes. No geral, costuma ser o menor dos molares.

A forma da coroa lembra o a do segundo molar tricuspidado, com face oclusal de contorno triangular. Nesse dente, é muito comum a coalescência das raízes.

Primeiro molar inferior (36 ao 46)

Maior dente da boca, possui coroa alongada, lembrando um paralelepípedo.

Face vestibular: tem um contorno trapezoidal de grande base oclusal. A linha cervical coincide com a base menor, que é basicamente reta, mas manda uma ponta de esmalte direção da bifurcação das raízes.

Face lingual: possui contorno semelhante à face vestibular, porém é menor devido às faces mesial e distal convergem para a lingual. Ainda, as cúspides mésio-lingual e disto-lingual projetam-se na borda oclusal.

Face oclusal: possui borda mesial mais larga que na distal, e mais larga na borda vestibular do que na lingual.

Raiz: possui duas raízes que estão sempre bem separadas uma da outra e se curvam levemente para a distal.

Segundo molar inferior (37 e 47)

Difere do primeiro molar inferior por ser um pouco menor, além de possuir quatro cúspides. Ainda, algumas modificações na configuração da coroa são provocadas devido à ausência da quinta cúspide.

Face vestibular: na borda oclusal mostra apenas duas projeções relativas às cúspides mésio-vestibular e disto-vestibular. Ainda, esse dente possui somente um sulco vestibular.

Face lingual: menor que a vestibular, com pouca evidência do sulco lingual.

Face oclusal: onde possui as maiores diferenças, possuindo o contorno retangular mais nítido.

Raiz: em relação ao primeiro molar são um pouco menores e menos divergentes.

Terceiro molar inferior (38 e 48)

Possui um padrão morfológico característico do primeiro e do segundo molar inferior. Entretanto, possui diversidade de formas, as quais frequentemente se mostram muito complicadas.

Geralmente, o terceiro molar inferior possui quatro ou cinco cúspides, entretanto, não são bem definidos, pois possui presença de cristas e sulcos secundários. Ainda, suas raízes são frequentemente fusionadas.

Dentes molares caem?

Por não possuírem dentes decíduos, os molares não são trocados, portanto, não caem para ceder lugar aos permanentes. Entretanto, problemas como periodontite podem levar a perda dentária, além de outras patologias associadas a comprometimento dentário.

Cuidados necessários

Como são os dentes que mais estão em contatos com alimentos, os mesmos possuem chances maiores de acumular alimentos e desenvolver cárie. Ainda, são dentes que podem estar posicionados muito próximos, favorecendo o surgimento de cáries.

Dessa maneira, é muito importante orientar o paciente sobre a necessidade de boa higiene bucal, assim como uma rotina de profilaxia no consultório. A escovação dos molares se faz necessária após cada refeição, no mínimo de 3 vezes por dia, além do uso do fio dental diariamente.

Sintomas dos dentes molares nascendo

Os sintomas dos dentes nascendo podem incomodar bastante, principalmente em crianças, vários são os sintomas associados ao nascimento dos molares, sendo os principais:

  • Inchaço na gengiva
  • Excesso de saliva
  • Erupção cutânea
  • Dor e irritabilidade
  • Perda de apetite
  • Alterações no sono
  • Gengiva vermelha

Pré-molares

Diferente dos molares, os dentes pré-molares possuem os dentes decíduos. Dessa maneira, quando ocorre a troca de dentes, eles são substituídos por outros dentes permanentes.

Os dentes pré-molares costumam nascer entre 1 a 2 anos e meio de idade, entretanto, os permanentes nascem entre os 10 e 12 anos.

Portanto, devido estarem presentes na dentição infantil desde os anos iniciais da vida, os mesmos realizam as funções dos molares até que ocorra o nascimento destes.

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