Tratamentos odontológicos

Fusão dentária: tudo que você precisa saber

Fusão dentária

No artigo de hoje, falaremos um pouco mais sobre a fusão dentária, uma das anomalias relacionadas a formação dentária, caracterizada por sua união, sendo ela de coroa e/ou raiz. Assim como, abordaremos suas causas, características morfológicas, a prevalência de casos e como realizar um diagnóstico diferencial.

Causas da Fusão Dentária:

O nascimento do dente fusionado na arcada dentária normalmente ocorre nos dentes anteriores, e em dentição decídua, sendo suas principais causas:

  • De origem genética ou hereditária, ou seja, passado de pai para filho;
  • De origem morfológica: devido à falta de espaço, ao se desenvolverem, entram em contato um com o outro, antes de ocorrer a sua calcificação;
  • De origem traumática, devido a traumas sofridos durante a formação do dente.

Prevalência dos casos:

A prevalência, ou seja, a predominância dos casos de fusionamento, é mais ligada a fatores genéticos e hereditários, pois normalmente acomete os dentes decíduos, mais conhecidos como dentes de leite. Abaixo segue a lista da prevalência da fusão dentária:

  1. Não tem uma predominância de gênero, em suma, pode acometer homens e mulheres igualmente;
  2. Em dentes permanentes, a prevalência está relacionada a traumas no processo de formação dos dentes, ou seja, devido a tombos e traumas ocorridos;
  3. Afeta predominantemente os dentes anteriores (incisivos e caninos), contudo, há relatos de anomalias em dentes posteriores (pré-molares e molares);
  4. Na maioria dos casos em que há erupção fusionada de dentes de leites, a prevalência é de origem genética ou hereditária.

Características da fusão dentária:

Na odontogênese, nome dado ao processo de formação do dente até sua erupção, ocorre o surgimento do germe dentário, responsável pela formação e crescimento dentário. A fusão dentinária deriva -se como uma anomalia deste processo.

Na fusão, o processo de união dos dentes ocorre devido ao compartilhamento da dentina dos dois dentes, contudo, não há compartilhamento de esmalte nem de cemento.

Ao exame intra-oral e exame radiográfico, podemos observar características anatômicas que definem a fusão, e diferencia de outras anomalias como a germinação e concrescência. São elas:

  • A presença de 2 polpas dentárias, local que se encontra o canal do dente;
  • A presença de 2 coroas dentárias;
  • A presença de 2 raízes dentárias. Sendo os dois últimos tópicos divididos em duas classificações:

Completa: Quando a coroa e a raiz se unem totalmente;

Incompleta: Quando somente a coroa ou a raiz se fundem.

  • Tamanho alterado (maior);
  • Presença de menos elementos dentais em boca.

Diagnóstico diferencial e tratamento da fusão dentária

A melhor maneira de se obter um diagnóstico diferencial é através da radiografia dentária, a fim de diminuir a possibilidade de confundir com outras anomalias como germinação e concrescência, pois apresentam aspectos clínicos muito parecidos.

Geralmente não apresentam complicações, apenas em casos em que o sulco (canaleta) existente entre esses dentes, apresenta biofilme (placa bacteriana ou tártaro) e lesões cariosas.

Nesse sentido, o odontopediatra pode realizar o selamento deste sulco (canaleta) entre os dentes, a fim de evitar lesões em decorrência da cárie, em consultório, para melhor preservação da saúde bucal.

Por isso é primordial realizar uma higiene cuidadosa destes dentes, incluindo o uso de fio dental, com a finalidade de manter a saúde bucal, evitando complicações e até a perda desses elementos.

Procure sempre o atendimento do dentista e odontopediatra.

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