Materiais odontológicos

Fotopolimerizador: um guia completo

fotopolimerizador

O fotopolimerizador é um instrumento usado em consultórios odontológicos, e sua principal função é endurecer materiais resinosos.

É composto por um corpo, um sistema de luz e bateria ou cabo para tomada, além da ponteira direcionadora, em alguns modelos.

Falaremos hoje acerca das características, funcionalidades e modelos dos fotoativadores desde seu advento. Boa leitura!

Qual a função do fotopolimerizador?

Na prática clínica, a fotopolimerização é realizada para ativar a reação de polimerização de materiais a base de resina, tais como:

  • Adesivos dentários;
  • Cimentos resinosos;
  • Compósitos resinosos.

Este processo consiste numa reação química onde a luz inicia a ativação das moléculas dos monômeros de modo a formar cadeias poliméricas tridimensionais.

Portanto, a fotoativação consiste em transformar prontamente um monômero líquido em um polímero sólido após a exposição da luz.

Como esta reação envolve um sistema fotoiniciador, um meio polimerizável (monômeros) e uma fonte de luz, necessita-se de uma forte interação entre eles.

Por fim, a luz é capaz de excitar o sistema fotoiniciador presente na resina gerando radicais livres e por fim inicia-se a polimerização.

Unidades fotopolimerizadoras e sua cronologia

O primeiro fotopolimerizador surgiu nos anos 70, entretanto utilizava luz ultravioleta (UV), que não permaneceu no mercado devido aos riscos que o ultravioleta causava a saúde.

Anos 80

A partir da década de 80, novos avanços surgiram no campo da polimerização, portanto aparelhos fotoativadores utilizando lâmpadas halógenas à luz azul, desenvolveram a fotopolimerização de materiais resinosos.

Entretanto, as unidades fotoativadoras halógenas, emitem uma faixa de luz a partir da lâmpada incandescente, sendo a luz violeta e azul filtradas por um prisma, tornando-se desvantajosa devido à sua portabilidade.

Isso ocorre, devido ao alto calor gerado pela energia incandescente, necessitar dissipar-se por sistemas de resfriamento, como, por exemplo, ventiladores.

Ademais, ainda havia a necessidade de cabos elétricos para conectar este fotopolimerizador à tomada, uma vez que as lâmpadas incandescentes requerem um alto fluxo de energia.

Além disso, a lâmpada fluorescente necessitava de substituição, pois a vida útil desta gerava em torno de 50 horas.

Década de 90

A partir da década de 90, deu-se o advento dos fotopolimerizadores a base de Diodo emissores de luz ou LED.

Os LEDs ofertavam maiores vantagens em relação às lâmpadas halógenas como, por exemplo:

  • Menor geração de calor;
  • Menor consumo de energia.

Portanto, a alimentação dos fotopolimerizadores tornou-se à base de baterias, melhorando sua portabilidade, tornando esses dispositivos mais acessíveis à cavidade intra-oral.

Os LEDs representaram um significativo avanço na fotoativação de materiais resinosos, embora a 1º e 2º gerações destes aparelhos emitissem apenas a luz azul.

Este espectro de luz azul, era absorvido pela canforoquinona, substância responsável pelo endurecimento do material resinoso, presente apenas nos aparelhos LED (LCU) ou monowave.

Atualidade

Posteriormente foram incluídos novos sistemas fotoiniciadores, cuja absorção se dá por diferentes espectros de luz.

Em 2004, os modelos de terceira geração foram disponibilizados no mercado. Primeiramente, estes melhoram a emitância de luz garantindo melhor polimerização.

Posteriormente, os fotopolimerizadores de quarta geração surgem no mercado, visando tornar a polimerização mais curta, diminuindo o tempo de trabalho do dentista a fim de agilizar tratamentos.

Como escolher o fotopolimerizador?

Por ser um instrumento muito utilizado no consultório odontológico, é necessário que o equipamento seja adequado e eficiente, para o sucesso do tratamento.

Sendo assim, além de adequada polimerização, o fotopolimerizador é essencial para a longevidade das restaurações e correto uso da resina composta. Dessa forma, a escolha do fotopolimerizador deve levar alguns aspectos em consideração, como:

  • Luz: o primeiro ponto a e analisar é o tipo de lampada que irá utilizar, tendo como escolha lâmpadas halógenas ou de LED.
  • Fontes de energia: o melhor aparelho para o seu consultório é com fio ou sem fio? Deve-se pensar no tempo de manuseio do aparelho, visto que a bateria tem um tempo de vida útil.
  • Ergonomia: o ideal é que o fotopolimerizador tenha entre 77 e 190 gramas e possua ângulos que facilitem a visão e manuseio durante o procedimento, para o conforto do dentista.
  • Garantia e voltagem: para relação custo x beneficio, se deve avaliar a voltagem do aparelho e tempo de garanti, sendo a garantia dos disponíveis em mercado de 1 a 5 anos.

Concluímos que a tecnologia fotoativadora dos polimerizadores odontológicos, aumentam ano após ano, objetivando melhores níveis de irradiância e tempo de presa dos materiais resinosos para constituir sucesso no tratamento a base destes materiais e resultados duradouros.

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