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Josiane Codental

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Doenças odontológicas

Feridas nos lábios: causas, tratamentos e muito mais

Feridas nos lábios

As feridas nos lábios geram desconforto e, muitas vezes, causam preocupações nos pacientes. Além disso, surgem em decorrência de inúmeros fatores, desde pequenos traumas até doenças subjacentes mais graves.

Neste artigo, abordaremos o que é a ferida nos lábios, suas possíveis causas e tratamentos disponíveis para aliviar este desconforto, além de promover sua cicatrização adequada.

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O que pode ser a ferida nos lábios?

Esse problema pode ter origem devido diversas causas. Para que o profissional obtenha o diagnóstico diferencial desta ferida, é necessário que ele observe os seguintes aspectos:

  • Histórico do surgimento desta lesão relatado pelo paciente;
  • Tamanho da lesão;
  • Queixa de dor pelo paciente;
  • Lesão localizada ou generalizada;
  • Edema;
  • Alteração de cor e forma da lesão.

Portanto, as feridas labiais (úlceras) possuem etiologia multifatorial, caracterizadas por qualquer lesão ou área de pele danificada que ocorra nos lábios.

Posteriormente, apresentam tamanhos diversos, variando desde pequenas lesões superficiais até úlceras maiores e mais profundas.

Além disso, tais feridas podem ser dolorosas, causar inflamações e até mesmo interferir nas atividades diárias tais como comer e falar.

Causas da ferida nos lábios

Conforme descrito acima, as feridas nos lábios possuem diversas causas (etiologias).

Acima de tudo, a prevalência etiológica dos lábios feridos relaciona-se como sintoma de outros problemas de saúde, doenças infecciosas, neoplásicas, entre outras.

Abaixo, listaremos as patologias associadas a ferida nos lábios a fim de que o dentista realize o diagnóstico diferencial destas lesões fornecendo o melhor tratamento para o reestabelecimento da saúde do paciente:

Ulcerações labiais, outras alterações e tratamentos

Em virtude de certas doenças infecciosas, neoplásicas, ou outras, feridas nos lábios podem surgir.

Com a finalidade de possibilitar o correto diagnóstico, listamos abaixo possíveis causas para as úlceras labiais.

Trauma físico

Se acaso ocorrer pequenos cortes, mordidas acidentais ou lesões causadas por objetos afiados, estas pode gerar feridas nos lábios.

Em suma, esses ferimentos podem ocorrer durante atividades cotidianas como: comer, escovar os dentes ou até mesmo praticando esportes.

Herpes labial

Em princípio, caracteriza-se o Herpes Labial como uma infecção viral causada pelo vírus do herpes simples (HSV-1).

Desse modo as características clínicas observadas são de pequenas vesículas que rompem, formando úlceras na borda labial (herpes labial) ou na mucosa do palato duro (herpes bucal).

Dessa forma, para eficácia do tratamento, deve-se iniciá-lo durante a fase prodrômica.

Portanto, realiza-se o tratamento oral com doses diárias de Aciclovir, Fanciclovir ou Valaciclovir , durante 05 dias.

Todavia o uso tópico de Aciclovir, penciclovir em creme ou docosanol em creme, podem ser aplicados várias vezes ao dia de modo a diminuir sintomas ou encurtar a duração destes.

Eritrema Multiforme

O Eritrema multiforme é considerada ulcerativa mucocutânea, pois se caracteriza como uma reação imunitária em decorrência do Herpes simples.

Dessa maneira, surge apresentando bolhas que se rompem rapidamente deixando úlceras crostosas na mucosa labial.

Além disso, o eritrema multiforme possui grande variedade morfológica, causando, por vezes, a mucosite oral dolorosa.

Com a finalidade de tratar a causa, as feridas nos lábios causadas pelo eritrema multiforme inclui o uso de corticóides tópicos ou sistêmicos.

Sífilis primária

Também conhecida como cancro, a Sífilis primária consiste na presença de feridas nos lábios ulceradas indolores e de bordas duras.

Assim sendo, os cancros orais possuem prevalência maior nos lábios superiores masculinos e inferiores femininos e com intuito de tratamento, indica-se a administração de penicilina.

Verruga Vulgar

Considerada uma doença benigna, a verruga vulgar apresenta-se áspera e indolor nos lábios.

Apesar de indolor, a verruga vulgar pode-se espalhar pela cavidade bucal por autoinoculação.

Desse modo, para tratar essa ferida nos lábios indica-se o uso de agentes tópicos ou excisão cirúrgica.

Eritroplasia ou Leucoplasia

Em virtude de apresentar manchas vermelhas ou brancas na cavidade oral ou como feridas nos lábios, a eritroplasia ou leucoplasia associam-se a displasias ou ao carcinoma de células escamosas.

Portanto, ao observar tais sinais clínicos, o dentista deve colher a biópsia e solicitar a assistência médica conjunta para o melhor manejo do caso.

Carcinoma oral de células escamosas

Posto que o carcinoma oral de células escamosas é uma patologia neoplásica maligna, o dentista deve estar atento às características clínicas desta doença.

Em princípio, apresenta-se de maneira variável, nodular ou por placa hiperceratótica, tanto quanto ulcerações de bordas duras ou como eritroplasia ou leucoplasia.

Em contrapartida, após o diagnóstico e estágio clinico biopsiado, o tratamento inclui a excisão cirúrgica ampla, radioterapia ou ambos.

Síndrome de Peutz-leghers

A ferida nos lábios causadas pela síndrome de Peutz-Leghers é autossômica dominante, ao passo que se apresenta como máculas benignas hiperpigmentadas.

Nesse sentido observam-se pigmentos azul-escuro, marrom e preto de pele e mucosas além de pólipos hamartomatosos gastrointestinais causando predisposição a vários tipos de cânceres.

O tratamento requer acompanhamento multidisciplinar médico-odontológico para preservação do paciente.

Aftas

Também conhecidas como úlceras aftosas as feridas nos lábios decorrentes da afta são pequenas e ovaladas assim como arredondadas.

Podem surgir nos lábios do mesmo modo que em outras áreas da boca e, suas causas exatas são incompreendidas.

Porém, sabe-se que fatores como estresse, traumas locais e alterações imunológicas justificam o desencadeamento da afta.

Logo que diagnosticada, o tratamento para curar a afta inclui desde pomadas tópicas a cuidados de higiene prescritos pelo dentista.

Queilite angular

A queilite angular advém do processo inflamatório proveniente do canto da boca resultando em feridas nos lábios.

Em síntese, tal doença surge diante de má higiene bucal, deficiência nutricionais, próteses desajustadas ou infecções fúngicas.

No momento em que é diagnosticada, o tratamento da queilite angular é realizado através do uso de emolientes, raspagem labial ou, em casos mais graves a ablação de laser com CO₂.

Lábios e lesões pelo sol

Os danos causados pelo sol podem tornar os lábios duros e secos, especialmente o inferior, visto que a incidência solar é maior nele.

Nesse sentido, pessoas com mais de 45 anos, e pessoas de pele mais clara expostas intensamente ao sol, são as mais susceptíveis aos danos causados por ele.

Por isso, feridas nos lábios podem surgir e, por vezes, configurar lesões pré-cancerígenas. Abaixo, descrevemos feridas nos lábios causadas em decorrência da exposição ao sol:

Ceratose Actínica

Em virtude de longos períodos de exposição ao sol, a Ceratose Actínica surge caracterizada pelos lábios secos e escamosos, semelhantes a lixas.

Assim sendo, tais alterações, consideradas pré-cancerígenas, apresentam o afinamento dos lábios, rubor (vermelhidão), bem como, úlceras nos lábios.

Posto que o paciente apresente tais condições, ele deve procurar auxílio odontológico e médico.

Ceratoacantomas

Ao passo que o indivíduo esteja em contato com a luz solar por longos períodos, este pode ser acometido por este tumor.

Embora ocorra nos lábios, esta lesão é considerada um tipo de câncer de pele, por alguns especialistas.

De modo a garantir proteção e minimização dos efeitos negativos da exposição dos lábios ao sol, indica-se o uso de protetores labiais, assim como chapéus largos para proteção solar.

Considerações finais

Para buscar o diagnóstico correto e diferencial, o dentista deve observar as características clínicas das feridas nos lábios bem como o relato do paciente e histórico clínico deste.

Em síntese, diante de medidas adequadas e conhecimento das patologias associadas a feridas na boca, o tratamento deve ser ofertado ao paciente, incluindo o fármaco ideal para reestabelecimento de saúde bucal assim como medidas preventivas para evitar recidivas.

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