Tratamentos odontológicos

Extração do siso: tudo sobre o procedimento

extração do siso

Os sisos eram fundamentais para o homem pré-histórico, já que este consumia alimentos duros e carnes cruas. No entanto, com a evolução e a mudança de hábitos, o homem passou a dispensar os alimentos duros e diminuir mastigação de alimentos resistentes. Junto a isso, a mandíbula do homem moderno diminuiu. Com isso, a erupção do terceiro molar pode trazer certos desconfortos ao paciente. O procedimento de extração do siso consiste em um processo cirúrgico para retirada do dente. Desse modo, o profissional da odontologia tem como função a avaliação, decisão (junto ao paciente) e realização da extração do terceiro molar.

Por que retirar o siso?

Alguns indivíduos sentem desconforto com a erupção do siso, que pode causar dores e infecções. Diante disso, é recomendado que algumas pessoas façam a retirada para solucionar tais problemas

Todas as pessoas precisam extrair o siso?

O procedimento de extração do terceiro molar deve ser feito apenas em situações onde há perigos e/ou desconforto para o paciente, de modo que o dentista decida que a retirada vá solucionar tais questões.

Contraindicações da extração do siso

A extração do siso é uma medida curativa ou profilática. Quando a extração gera a cura para uma patologia, o procedimento deve ser feito. No entanto, quando se trata de uma medida de profilaxia, o dentista deve analisar a individualidade de cada caso para recomendar ou não a remoção. O profissional deve, no entanto, expor ao paciente todos os benefícios e malefícios da realização ou não do procedimento. Desse modo, o dentista concede a liberdade de escolha da melhor opção para o paciente.

Deve-se considerar a extração em situações onde há o sinal diagnóstico, radiográfico ou laboratorial de situações como dor inexplicável, prevenção de cárie, dentes sob prótese dentária, prevenção de fratura mandibular, obstrução do tratamento ortodôntico, tumores, preparação para cirurgia ortognática, osteotomia, doença periodontal ou ainda considerações de saúde sistêmica.

Complicações por patologias preexistentes

No entanto, existem também algumas doenças sistêmicas que podem ocasionar uma contra-indicação ao procedimento. Normalmente são doenças que, ao tratadas e estabilizadas, possibilitam a realização da extração. Como exemplo temos distúrbios metabólicos e hepáticos, problemas cardíacos, leucemia e insuficiência renal. No entanto, o dentista deve ter um cuidado especial com os pacientes com imunossupressão, insuficiência imunológica ou aqueles que foram submetidos recentemente à rádio ou quimioterapia. 

Ainda, outra precaução que o dentista deve ter, é referente a pacientes em tratamento anticoagulante, pois, pode gerar risco de hemorragias. Além disso, pessoas com sobrepeso também são pacientes de risco para a extração. No caso de gravidez, o dentista deve dar preferência a realização do procedimento no segundo trimestre de gravidez. Isso é justificado, devido o primeiro e o terceiro serem considerados mais arriscados.

Como forma de evitar as complicações, o dentista pode sugerir algumas recomendações no período que antecede a intervenção, como a interrupção da terapia anticoagulante 10 dias antes do tratamento. Ainda, o consumo de álcool e cigarro deve ser evitado.

Faixa etária

O terceiro molar surge comumente entre os 16 e os 25 anos. O dentista não deve considerar o tratamento profilático de remoção em pessoas com menos de 16 anos, já que esta idade ainda há crescimento e alterações nas posições dos dentes. Os 25 anos, por sua vez, são considerados um ponto-chave para a idade recomendada para a realização da extração. Indivíduos mais jovens apresentam melhores resultados quanto à cicatrização. Entretanto, se necessário, o procedimento pode ocorrer em idades mais avançadas. 

Contraindicações da não extração

O dentista deve analisar corretamente a necessidade de realizar o procedimento de extração, já que se considera que a melhor forma de evitar complicações cirúrgicas é evitando os procedimentos desnecessários. Desse modo, o profissional deve analisar três fatores de risco da não remoção do siso. São eles o apinhamento da dentição (prevista com o crescimento), reabsorção do dente adjacente e patologia periodontal e o desenvolvimento de condições patológicas, como infecção, cisto ou tumor. Além disso, o paciente que não extrair o dente pode utilizá-lo futuramente para um autotransplante.

No caso por decisão de não extrair, o dentista deve recomendar ao paciente que faça uma consulta regular para acompanhamento do desenvolvimento do terceiro molar. Para isso, o Codental pode facilitar o retorno dos pacientes para o acompanhamento graças ao seu recurso de mensagens de retorno.

Tratamento

No momento em que o dentista e o paciente optam pela realização da extração, deve-se tentar minimizar as possíveis contraindicações do procedimento. Para isso, o dentista deve utilizar as melhores técnicas para cada caso.

Como é feita a extração do siso?

A extração do terceiro molar se inicia com a incisão, o retalho muco perióstico, a remoção óssea, o corte e extração do dente, a limpeza alveolar e a sutura.

Dificuldades no procedimento de extração do siso

A dificuldade da extração do terceiro molar está relacionada à posição do dente e a forma de suas raízes, além da profundidade da inclusão na mandíbula. Além disso, outros fatores podem estar associados à dificuldade, como as condições de saúde previamente mencionadas, o tamanho da língua, a intolerância à anestesia, os reflexos de vômito, a atrofia mandibular e o mau estado do segundo molar.

Complicações intra-operatórias

Durante o procedimento cirúrgico, o dentista pode se ver frente a frente com algumas complicações. A laceração de tecidos moles acontece quando o desenho das incisões é feito incorretamente ou há perda de controle de instrumentos cirúrgicos. Nesses casos, pode ocorrer danos aos tecidos e atingir  estruturas intra-orais, como vasos e nervos, ou estruturas extra-orais, como os lábios. Para esses casos, os principais sintomas são a dor, contusão e intumescimento. Os mesmos sintomas são observados em fraturas das paredes ósseas, que ocorrem quando ocorre uma força excessiva na realização das manobras cirúrgicas.

A fratura mandibular pode acontecer principalmente na extração dos terceiros molares inferiores, principalmente quando apresentam grave grau de inclusão e/ou associados a cistos. Nesse caso, uma soma de fatores, como idade, podem estar relacionados à ocorrência da complicação. Além disso, a fratura pode acontecer no intra-operatório, mas surgem também no pós-operatório. Seus sintomas são dor local, intumescimento, rigidez, dentes desalinhados e alteração nos movimentos mandibulares. Por fim, é comum que ocorra hemorragia intra-operatória em procedimentos que envolvem incisões. No entanto, alguns casos raros são responsáveis por um aumento no tempo do procedimento e hematomas pós-cirúrgicos

Complicações pós-operatórias

O intumescimento provoca dor e é solucionado nos primeiros dias após a realização cirúrgica. Podem ocorrer também hemorragias no período pós-operatório, e é normalmente relacionada a infecções. O trismo é a inflamação dos músculos mastigadores e acontece comumente na extração do terceiro molar inferior. Seus sintomas são dificuldades em abrir a boca, maxila rígida, dor ao mastigar e dificuldade de deglutição. Enfim, as infecções podem acontecer no período de 15 dias a 1 mês após o procedimento. Estes são caracterizados pela dor, intumescimento e rubor da gengiva, irradiação da dor para o ouvido, dificuldade para mastigar, febre e intumescimento dos linfonodos do pescoço.

Período de repouso

De modo a evitar certas complicações, o paciente deve ter um repouso absoluto nas primeiras 24 horas após o procedimento. Nas 48 horas que se sucedem, recomenda-se a realização do repouso parcial.

Conduta do dentista

Logo, diante dos benefícios e malefícios da extração do terceiro molar, o cirurgião dentista, junto ao paciente, deve analisar a melhor opção de tratamento. Se optar pela realização da extração, o profissional deve se atentar às possíveis complicações e tentar reduzir ao máximo as chances de ocorrerem.

Ainda está em dúvida?

Faça o teste gratuito agora por 7 dias.