Doenças odontológicas

Dor na mandíbula: 6 causas que você precisa saber

dor na mandibula

Dor é uma resposta dada pelo corpo, a qual indica alguma alteração (de diversos âmbitos), na homeostasia do mesmo. A dor na mandíbula não é diferente. Essa dor, pode ser ocasionada por diversos fatores aos quais, geralmente, vão muito de encontro aos conhecimentos aos quais a odontologia aborda.

Dessa forma, a situação de dores e incômodos mandibulares pode advir de uma séria de razões e fatores, ou estar atrelada a alguma patologia, ou desconforto. Se movimentos simples e rotineiros como abrir a boca com uma extensão maior ao bocejar, comer ou gritar, geram desconfortos e dores, muito provavelmente algo de errado está acontecendo nas estruturas buco-maxilares internas (as musculares e articulares, essencialmente).

Devido a isso, trouxemos aqui explicações para as possíveis dores que por ventura venham estar ocorrendo, e a explanar a conduta do dentista perante esse problema. Dessa forma, esperamos que tais problemas se amenizem. Confira!

Fisiopatologia e tratamentos para a dor na mandíbula

A quebra da homeostasia advinda da dor na mandíbula pode estar relacionada principalmente a distúrbios e disfunções da articulação temporomandibular (DTM). Essa articulação sinovial fica localizada nas extremidades da mandíbula e é responsável por ligar a mandíbula na base do crânio. Ademais, tem como função, a garantia da realização de movimentos amplos e em diferentes direções (como a mastigação). Dessa forma, quando há problemas nela, os movimentos longos ficam comprometidos. Porém, outras causas podem estar envolvidas na dor mandibular.

Cabe também ressaltar que, quando as dores são de maior grau e seguidas de inchaço no local e no ouvido, é imperativo que o paciente consulte um clínico geral. Dessa forma, o profissional orientará o paciente para um tratamento mais adequado.

6 problemas que causam dor na mandíbula que você precisa conhecer

1. Bruxismo ou apertamento dos dentes

O bruxismo é um problema recorrente caracterizado essencialmente pelo ranger e apertamento dos dentes durante o sono ou de forma inconsistente. Essa desordem pode ocasionar, além de problemas bucais, dores nos músculos orofaciais e na mandíbula, além de uma pressão grande nessa região.

Além disso, os pacientes acometidos a tal condição, podem apresentar dores de cabeça pelo apertamento excessivo da dentição. Dessa forma, um misto de dores, não só na mandíbula, como em outros pontos, pode ter forte indício de relação com o bruxismo.

Devem ser feitas consultas ao dentista para avaliar o grau de bruxismo e indicar o tratamento mais adequado para cada perfil do paciente. Esse procedimento é importantíssimo. Dentre as medidas adotadas para conter essa enfermidade, pode-se citar o uso de placas para dormir, que além de evitar o atrito entre os dentes, evita também sintomas secundários como a dor de cabeça.

2. Dor e desordens na ATM

As dores na mandíbula podem também significar comumente disfunções temporomandibulares, as quais são alterações funcionais na área afetada, garantindo, portanto, seu mau funcionamento. Além disso, estresse e ansiedade estão relacionados ao surgimento desses incômodos recorrentes.

Outras características principais e marcantes do quadro de incômodo e dor na região têmporo-mandibular, está relacionado a ouvir um pequeno barulho ao abrir a boca ou mastigar, além de dor e desconforto no rosto. Ademais, outros sintomas comuns são:

  • Dor constante ao tentar abrir a boca;
  • Enxaqueca e dor de cabeça;
  • Rigidez dos músculos da mandíbula;
  • Dor, pressão ou zumbido no ouvido;
  • Movimento limitado e travado da mandíbula;

É recomendada a visita ao dentista para que esse profissional avalie a conduta adequada que ele irá seguir (conforme a sintomatologia característica apresentada pelo paciente).

Alguns métodos para contenção da dor, causada por alguma disfunção no ATM, podem ser: fisioterapia, uso de placa dentária para dormir, medicamentos anti-inflamatórios e outros.

A realização de cirurgia é passível de recomendação caso a dor ainda continue mediante a posterior utilização desses tratamentos.

3. Pancadas e choque físicos intensos no rosto

Se o impacto e choque físico, gerado por quaisquer fatores, afetar a região mandibular for grande, pode gerar danos sérios e graves aos indivíduos acometidos, como, por exemplo: deslocamento e quebra de ossos mandibulares.

Dessa forma, dependendo da gravidade e do impacto, é comum que outras sintomatologias, além da dor mandibular, possam ocorrer, como inchaço, sangramento e hematomas. Nesse caso se recomenda ajuda especializada de um clínico geral.

O profissional nesse caso pode recomendar: uso de bandagens, fisioterapia, realização de cirurgia e outros métodos.

4. Doenças bucais em estado avançado e infecções

Dores na mandíbula podem também estar associadas a dores no dente bem intensas. Dessa forma, doenças com tratamentos inicialmente simples e menos complexos, se não forem tratados, podem ocasionar complicações mais graves e sintomatologias mais extensas, como, por exemplo, a dor mandibular.

Dessa forma, uma cárie ou gengivite, pode se tornar uma patologia mais grave se não tratado. Isso se deve, pois bactérias podem se infiltrar em regiões profundas das estruturas dentárias, causando desconforto e dores severas. Dessa forma, na gengiva e mandíbula essas dores podem ser sentidas. Por isso deve-se fazer visitas regulares ao dentista, e ficar atento em quaisquer sinais de desordens bucais.

Um exemplo clássico de infecção dental é a chamada pulpite (que corresponde a infecção na polpa do dente). É um caso onde ao ignorar uma cárie, a bactéria entra em regiões profundas da boca, atingindo a parte interna e o nervo do dente (pulpite). Nessas regiões estão um número significativo de terminações nervosas que, ao menor contato e desconforto, geram dores intensas, até mesmo na mandíbula.

Dessa forma, higiene bucal adequada e visitas recorrentes ao dentista são de fundamental importância, para evitar complicações mais complexas e dolorosas.

5. Câncer de mandíbula

Tipo raro de tumor que se desenvolve no maxilar, resultando em dor na mandíbula, seguida de inchaço, sangramento na boca, dormência, dor de cabeça, sendo de intensidade piorada a medida que o tumor se espalha.

Caso esses sintomas estejam presentes e o dentista note-os, se faz necessário um encaminhamento ao clínico geral ou oncologista, para que o tratamento adequado seja iniciado logo no início da doença.

6. Osteomielite

Caracterizada pela infecção ou inflamação óssea, podendo atingir a mandíbula e a articulação têmporo-mandibular, causando dor, inchaço e dificuldade na mastigação. A retirada cirúrgica das partes do osso atingidas e a solicitação prévia de exames laboratoriais deve ser feita por um clínico geral ou dentista. Ademais, para evitar complicações, o tratamento deve ser realizado com a maior rapidez possível.

Considerações finais e dicas sobre a dor na mandíbula

Podemos concluir, portanto, que bem como em outras situações fisiológicas ou fisiopatológicas, a visita periódica ao consultório do dentista é fundamental para haver a verificação das condições homeostáticas da boca. O dentista irá avaliar e fazer a determinação de cada caso específico e o tratamento mais adequado. Tal processo se aplica tanto a dor mandibular quando a outras situações.

Os tratamentos são muito variáveis a depender do caso, podendo abranger desde realização de canal, até restaurações dentárias, fisioterapia e acompanhamento psicológico. Sendo assim, é de fundamental importância o diagnóstico específico e adequado do dentista para que a conduta certa seja adotada.

Dessa forma, esperamos que o aproveitamento do texto tenha sido importante e relevante para você dentista. Acompanhe o codental, e fique por dentro do que há de mais relevante na odontologia!

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